5 de Julho de 2010

E no fim acaba tudo sendo um tanto estranho, sabe? Estranho, mas aceitável. Você simplesmente tolera. No fim de tudo você termina com o perdão. Não aquele perdão fraternal-divino mas um perdão consignado, humano, material, meio consentido. Ambos erram, os dois (sic) reconhecem seus erros, e daí? No fim, se a soma der positiva, é o que acaba valendo.
Isso não significa um "aceite todos os erros, perdoe no fim apesar de". significa apenas "daremos uma chance um ao outro, e ponto".
Afinal de contas, no fim de tudo, nosso nome, no máximo, vai aparecer num obituário. É o que te resta. Você precisa saber que vai passar. E outras pessoas também chegarão, e passarão, e penetrarão-o-seu-mundo. Sem muita mística, vai haver muita mística. E muita coincidência que a razão vai te fazer pensar que realmente foi coincidência que virou destino que deixou de ser acaso porque estava escrito... enfim. Com o tempo, acaba tudo sendo um tanto estranho, sabe? Estranho mas aceitável. Tão aceitável que deixa de ser estranho. Simplesmente. Deixa de ser tolerável pra se tornar um passo a frente, entende?
Não tem muito mistério nisso tudo. Os pensamentos vão se colando, você pensa um pouco, o que costumava fazer "um sentido" passa a fazer outro.

Tanta coisa passa pela cabeça...

1 comentário(s):

  1. concordo.
    tudo passa. no caminho da transformação, tudo se reacomoda e toma outro sentido. e outro. e outro.
    e mesmo o sol de dentro passa. é aproveitar o calor pelo tempo que durar.

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