29 de Janeiro de 2012

Ninguém vai para o céu

Porque eu não sei se é óbvio pra você, mas quando precisamos transformar (para pior) uma característica nossa só porque ela não se encaixa no que todas as outras pessoas fazem, alguma coisa está errada.

De repente você tem que moldar ao que todos querem que você seja. Nisso começa o seu conflito. O meu, ao menos. Porque não posso ser dessa forma? É necessário que sejamos de fato tão vaidosos e tão gananciosos? É disso que é feito o que a maioria chama de "amor" ?  É tão ruim ser sincero, ser verdadeiro com aquilo que você sente real?

Mesmo com a desculpa de que "hoje no mundo só tem filho da puta", nesse aspecto vale a pena ir contra a corrente. Dói mais, incomoda mais, você se coloca numa posição suscetível a mais críticas e um infeliz descrédito sobre o que você sente. Mas ir contra isso, para mim, é ir de encontro ao que eu mais prezo, que é o toque real que as relações te trazem. Independente de como você chame o que você vive com o outro.

Desculpem minha teimosia, mas não tem jeito. Não posso partir pra mentira e negar a minha própria verdade num campo tão pessoal, tão particular, com uma palavra que tem um poder avassalador. "Amor". Constrói e destrói, é tão cruel ou cheia de candura quanto possível. É preciso tomar muito cuidado com ela, é preciso que saibamos recebê-la para que sua leveza se torne insustentável e o seu peso não nos envergue...


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