Como disse uma amiga minha, a paixão cria uma sinestesia momentânea. Basta um cheiro, basta uma voz, lembrar-se da presença desencadeia todo um processo transformador nesse microuniverso em que as (nossas) vidas se encontram. Todos os dias estamos expostos a isso. Uns aceitam e se entregam; outros apenas escutam em silêncio, como quem ignora as próprias perguntas ou não se dá ao trabalho da resposta ao mundo.
Kandinsky mostra em imagens como o coração se sente.
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